A importância de se ter saúde mental nas pautas das lideranças
Criada em 2015 no Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha de Setembro Amarelo busca conscientizar a sociedade sobre a prevenção do suicídio e incentivar a busca por ajuda. Durante este mês, monumentos públicos são iluminados com a cor amarela, simbolizando esperança e vida. Além disso, diversas ações são realizadas em todo o país, como palestras, rodas de conversa e campanhas digitais, para promover o diálogo sobre saúde mental e reduzir estigmas.
O que é o Setembro Amarelo?
O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio que ganhou visibilidade internacional ao longo dos anos. A escolha do mês de setembro está diretamente ligada ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro. A cor amarela foi adotada como símbolo da campanha porque representa luz, esperança e vida, elementos fundamentais para quem enfrenta dificuldades emocionais.
A campanha visa quebrar tabus, reduzir estigmas e estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda. Durante este mês, diversas ações são realizadas em todo o país, como palestras, rodas de conversa e iluminação de monumentos públicos com a cor amarela, simbolizando a luta pela vida.
Setembro Amarelo e o panorama da saúde mental no Brasil
A saúde mental no Brasil tem sido uma preocupação crescente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país apresenta uma taxa elevada de suicídios, com aproximadamente 14 mil casos por ano. Isso representa uma média de 38 mortes diárias, o que coloca o suicídio como uma das principais causas de morte no país.
Além disso, transtornos mentais como depressão e ansiedade têm se tornado cada vez mais comuns. A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais essa situação, levando a um aumento significativo nos casos. Estima-se que cerca de 5% da população brasileira sofra de depressão, com taxas mais elevadas entre mulheres (fonte).
O impacto no mercado de trabalho e o papel das empresas
No ambiente de trabalho, gestores e colegas podem desempenhar um papel crucial ao observar mudanças sutis no comportamento de alguém. Uma pesquisa da Harvard Business Review revelou que colaboradores felizes são 31% mais produtivos e 300% mais inovadores. (fonte)
A saúde mental já é considerada uma pauta de negócios. Ambientes sobrecarregados, metas inalcançáveis, assédio ou ausência de políticas de apoio aumentam os riscos de burnout. Esse cenário afeta não só a vida do colaborador, mas também o desempenho da empresa.
De acordo com a OMS, cada real investido em programas de prevenção e tratamento de ansiedade e depressão retorna, em média, quatro reais em produtividade e redução de custos com saúde. Ou seja: cuidar das pessoas é também cuidar da sustentabilidade da organização.
O e-book “Saúde Mental: Responsabilidade, Ação e Liderança”, produzido pelo CIEE-RS, aprofunda esse tema, trazendo dados atualizados, boas práticas e um checklist de estratégias para líderes e RHs implementarem imediatamente.
Entre as ações mais eficazes destacam-se:
- Programas de apoio psicológico, presenciais ou online.
- Capacitação de líderes, para identificar sinais de sofrimento e agir de forma empática.
- Políticas de desconexão, que respeitem horários e garanta descanso.
- Ambientes de trabalho saudáveis, com equilíbrio entre demandas e pausas.
- Campanhas contínuas de conscientização, reduzindo estigmas e incentivando o diálogo.
Sinais de alerta: como identificar o sofrimento psíquico
É fundamental estar atento aos sinais que podem indicar sofrimento psíquico em alguém próximo. Para gestores e RHs, reconhecer sinais precoces pode salvar vidas e evitar crises organizacionais. Entre os principais sinais estão:
- Mudanças comportamentais: isolamento social, alterações no sono e apetite, perda de interesse em atividades antes prazerosas.
- Declínio no desempenho: queda no rendimento escolar ou profissional, dificuldade de concentração.
- Declarações preocupantes: frases como “preferia estar morto” ou “a vida não faz mais sentido”.
- Comportamentos autodestrutivos: automutilação, abuso de substâncias ou tentativas de suicídio.
Burnout: inimigo silencioso
O burnout é reconhecido pela OMS como um distúrbio ligado ao trabalho. Se não tratado, pode evoluir para quadros mais graves de depressão. Caracterizado por exaustão extrema, falta de energia e sensação de ineficácia, é um dos maiores desafios no ambiente corporativo. Para empresas e lideranças, compreender e prevenir esse quadro é essencial para manter equipes engajadas e produtivas. Reconhecer sobrecarga de trabalho, promover pausas regulares e oferecer escuta ativa são passos fundamentais para evitar que o problema se instale.
Fatores que afetam a saúde mental
Diversos fatores podem influenciar a saúde mental de um indivíduo. Entre os principais estão:
- Transtornos psiquiátricos: condições como depressão, ansiedade e transtorno bipolar são frequentemente associadas ao suicídio.
- Condições sociais e econômicas: desemprego, violência, pobreza e desigualdade social aumentam significativamente o risco de sofrimento psíquico. No ambiente corporativo, a instabilidade financeira e a insegurança no emprego podem levar ao esgotamento emocional e ao burnout.
- Isolamento social: A falta de apoio social e o distanciamento de familiares e amigos podem contribuir para o agravamento de problemas mentais. No trabalho, isso pode se manifestar como isolamento dentro da equipe ou dificuldade de se conectar com colegas.
- Uso excessivo de mídias sociais: comparações constantes e busca por validação online têm sido relacionadas ao aumento de sintomas de ansiedade e depressão, especialmente entre jovens.
E como as empresas podem agir? Acompanhar de perto os colaboradores, criar canais de escuta, investir em treinamentos de liderança e manter políticas claras de bem-estar são medidas eficazes.
Gostou dessas dicas? Acesse o nosso e-book “Saúde Mental: Responsabilidade, Ação e Liderança” e tenha acesso a mais informações, dados atualizados e estratégias práticas para fortalecer a cultura de cuidado na sua organização.
Juntos pela vida
O Setembro Amarelo é mais do que uma campanha: é um chamado à ação. Para empresas, lideranças e equipes de RH, a pauta da saúde mental deve estar integrada à estratégia organizacional, indo além de iniciativas pontuais.
No ambiente de trabalho, a saúde mental deve ser priorizada como parte da estratégia organizacional. Empresas que investem nesses programas colhem benefícios tangíveis, como maior produtividade, menor rotatividade e melhores resultados financeiros.
Lembre-se: se você ou alguém que você conhece está passando por dificuldades, não hesite em buscar ajuda. A vida importa, e juntos podemos construir uma sociedade mais acolhedora e solidária. O CIEE-RS está comprometido com essa missão, oferecendo suporte e recursos para jovens e empresas que buscam promover a saúde mental e o bem-estar no ambiente de trabalho.
Quer se aprofundar ainda mais? Além do e-book, confira também o artigo “Saúde Mental no Ambiente Corporativo: Um Guia Completo para Líderes”, disponível em nosso blog.






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