pixel

Arquivo para Tag: Saúde Mental

Iohana no Centro da Juventude Alvorada em projeto do CIEE-RS.

As grandes viradas de chave na nossa vida quase nunca vêm com um roteiro pronto. No caso de Iohana Ferreira, tudo começou sem muita pretensão, graças a uma indicação que surgiu de uma amiga de sua avó para conhecer o Centro da Juventude Alvorada.

Naquela época, aos 16 anos, pensar no futuro era um desafio. Iohana enfrentava um forte episódio depressivo, e o próprio ambiente escolar havia se tornado um peso quase insustentável para sua saúde mental. Embora tivesse em casa o exemplo de sua mãe, Carolina Silveira, que sempre a incentivou a buscar qualificação, Iohana precisava de um apoio externo e acolhedor para reencontrar seu caminho.

A resposta inicial para a sugestão não foi de empolgação. “Eu não estava muito animada, para ser bem sincera. Fui inicialmente atraída pela ideia de ter cursos e lanches, não tinha muito ânimo para mais nada naquele momento”, ela lembra. Mas, com o incentivo da família, ela decidiu ir. E foi aí que o jogo começou a virar.

Mais que um protocolo, um ombro amigo

Diferente do que muita gente imagina, o primeiro contato de Iohana não foi preenchendo uma ficha de curso ou de vaga de emprego. Foi com alguém disposto a ouvir.

Sem pressão e sem aquelas formalidades que costumam afastar os jovens, ela começou a ser acompanhada pela equipe técnica através do Plano Individual de Referência (PIR), uma ferramenta que mapeia os objetivos e sonhos do jovem.

Na prática? Foi uma conversa sincera que virou rotina. “A psicóloga vinha conversar comigo de um jeito muito espontâneo. Quando eu vi, já estava sendo acompanhada e nem percebi. Foi um acolhimento tão delicado e compreensivo que me fez querer ficar”, conta. É exatamente essa abordagem focada no tempo do jovem e na construção de confiança que guia o trabalho do CIEE-RS.

O poder de se sentir em casa

Jovens participando de cursos de qualificação e preparação para o mercado de trabalho.

Cursos e atividades do CIEE-RS ajudam jovens na preparação para o mundo do trabalho.

Mas não era só a equipe técnica que fazia a diferença; o clima entre os próprios frequentadores do Centro da Juventude Alvorada tem uma dinâmica única, onde o acolhimento simplesmente acontece.

“O pessoal aqui é muito receptivo. Isso nunca muda. Aos poucos fui me tornando mais sociável, mais comunicativa e melhorei até a relação com a minha família”, garante Iohana.

Aquela jovem que mal tinha energia para sair de casa começou a fazer novos amigos e a ocupar espaços de fala e protagonismo que, até então, pareciam não pertencer a ela. Mais do que apenas frequentar o local, ela passou a se reconhecer ali.

O Centro da Juventude Alvorada e a preparação para o futuro

Com a confiança em dia, os próximos passos vieram naturalmente. Iohana mergulhou nos cursos oferecidos no Centro da Juventude Alvorada, como Noções Administrativas, Mundo do Trabalho e Comunicação Não Violenta.

Não demorou para que essa oportunidade para jovens abrisse portas reais. No ano seguinte, ela conquistou seu primeiro estágio na área de RH e, mais tarde, ampliou a bagagem atuando como jovem aprendiz na Coca-Cola. “O meu diferencial sempre foram os cursos que eu fiz aqui dentro”, destaca.

O passado inspirando o futuro

Só que, a essa altura, a mudança no currículo era o de menos. A verdadeira transformação tinha acontecido do lado de dentro. Todo aquele cuidado que ela recebeu despertou uma pergunta: o que fazer com essa experiência?

A resposta veio forte. Hoje, aos 19 anos, Iohana cursa Psicologia. Sua escolha tem foco na psicologia social e na saúde mental infantil, áreas onde ela deseja aplicar exatamente o mesmo cuidado que a salvou.

“A minha trajetória seria totalmente incerta sem o programa. O CJ mudou o rumo da minha vida. Sou uma pessoa antes e outra agora. Escolhi a Psicologia justamente por tudo o que vivi e pela vontade de levar isso para outras pessoas”, afirma.

De acolhida a quem acolhe

A melhor parte dessa trajetória é que ela não parou por aí. Iohana não quis largar o lugar que marcou sua vida. Hoje, atuando como jovem multiplicadora na biblioteca do Centro da Juventude Alvorada, é ela quem vê jovens chegando ali com os mesmos medos e inseguranças que ela tinha no início.

“É muito legal quando eles mesmos percebem a mudança. Quando alguém tímido levanta, fala na frente de todo mundo e depois diz que nunca tinha feito aquilo”, relata, orgulhosa. O grande sonho dela agora? Formar-se e voltar para trabalhar como psicóloga no próprio CJ, garantindo que o ciclo de transformação continue.

Inspira CIEE-RS: porque boas histórias precisam ser contadas

Logo do projeto Inspira CIEE-RS que cria oportunidades para jovens no Rio Grande do Sul.

Projeto Inspira CIEE-RS dá visibilidade a histórias de transformação de jovens no RS.

São trajetórias como a de Iohana que tiram palavras como “desenvolvimento” do papel e dão a elas um rosto, um nome e uma vida real. A verdade é que uma oportunidade só muda o jogo quando vem acompanhada de escuta, contexto e apoio contínuo.

É exatamente para dar luz a essas vivências que nasceu o Inspira CIEE-RS, uma iniciativa focada em dar visibilidade a quem está transformando a própria realidade.

Quer entender mais sobre o impacto de juntar acolhimento, orientação e a chance de entrar no mundo do trabalho? Vale a pena ler a matéria completa no Jornal do Comércio sobre o projeto. Leia a matéria: Inspira CIEE-RS e o poder transformador de uma oportunidade

O trabalho desenvolvido pelo Centro da Juventude Alvorada mostra como espaços de acolhimento, escuta e desenvolvimento podem impactar diretamente o futuro de jovens em situação de vulnerabilidade. Mais do que oferecer cursos, qualificação e oportunidades profissionais, o Centro da Juventude Alvorada cria vínculos, fortalece a autoestima e amplia perspectivas para quem precisa reencontrar possibilidades para seguir em frente.

Quem faz o Centro da Juventude Alvorada acontecer?

O Centro da Juventude Alvorada é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com execução do CIEE-RS, voltada a jovens em situação de vulnerabilidade. O trabalho vai muito além de oferecer cursos. É sobre acompanhamento, escuta qualificada e a criação de oportunidades concretas.

Como a história da Iohana prova tão bem, o Centro da Juventude Alvorada pode transformar trajetórias através da escuta e das oportunidades.

Posts relacionados
Tendências de RH para 2026: o futuro da gestão de pessoas | 1920 x 600 2 1

O cenário do mercado de trabalho está mudando em ritmo acelerado. A entrada da Inteligência Artificial na rotina, a consolidação dos modelos híbridos e a busca por culturas mais humanas estão redefinindo o papel das lideranças e das áreas de gestão de pessoas.

Em 2026, o RH precisará ir além da operação: será cada vez mais estratégico, orientado por dados, mas guiado por valores humanos. As empresas que souberem equilibrar tecnologia e empatia serão as que formarão equipes mais engajadas e preparadas para o futuro.

Para líderes seniores, empresários e gestores de RH, este momento requer uma visão clara que integre profundidade humana e sofisticação tecnológica.

Cultura centrada nas pessoas: a prioridade é o colaborador

Nos últimos anos, houve uma crescente conscientização de que, para o sucesso de qualquer organização, as pessoas devem estar no centro das decisões. A cultura centrada nas pessoas deixou de ser tendência para se tornar pilar de competitividade, e o colaborador, antes visto como recurso, passa a ser reconhecido como protagonista da estratégia.

Segundo um estudo da IBM em parceria com a Workhuman, organizações com foco consistente na experiência do colaborador chegam a dobrar o percentual de vendas e triplicar o retorno sobre ativos em comparação às que negligenciam essa prática. O dado evidencia que cuidar das pessoas não é só uma questão de empatia, mas também de desempenho e sustentabilidade de negócios.

Esse novo modelo prioriza o bem-estar, o crescimento e o engajamento dos times. Ambientes colaborativos, com estruturas mais horizontais, favorecem o diálogo e a escuta ativa, enquanto programas de saúde mental, reconhecimento e trilhas de desenvolvimento fortalecem o senso de pertencimento. O papel do RH se expande: ele passa a atuar como facilitador de experiências e promotor de equilíbrio emocional.

A Harvard Business Review reforça essa visão ao apontar que empresas com relações internas sólidas são 20% mais eficazes na implementação de mudanças e na resposta a crises. Relações saudáveis dentro da organização criam um clima de confiança.

 

Tendências de RH para 2026: o futuro da gestão de pessoas | 1030 x 579 1

Liderança transformadora: a era da empatia e tecnologia

O líder do futuro será híbrido, alguém capaz de equilibrar estratégia, empatia e tecnologia. Em 2026, a liderança transformadora deixará de ser uma aspiração para se tornar uma exigência: líderes precisarão dominar ferramentas digitais, interpretar dados e, ao mesmo tempo, desenvolver uma escuta ativa e genuína.

O desafio está em unir o racional e o emocional. As tecnologias fornecem dados e previsões, mas é a sensibilidade humana que traduz esses números em decisões que fazem sentido. Liderar na era digital significa inspirar pessoas por meio de propósito e confiança, e não apenas por autoridade.

Essa transformação traz à tona um conceito essencial: o da Liderança Educadora. O líder deixa de ser o centro do conhecimento e passa a ser facilitador do aprendizado coletivo. Ele orienta, compartilha experiências, estimula a curiosidade e cria um ambiente onde errar é parte do processo de evolução. Líderes educadores formam equipes que aprendem juntas, adaptam-se mais rápido e inovam com mais segurança.

Nós do CIEE-RS acreditamos nesse modelo de liderança que transforma pelo exemplo.

A Inteligência Artificial no RH: dados, automação e análise preditiva

A Inteligência Artificial já está transformando a maneira como os profissionais de RH lidam com processos seletivos, gestão de desempenho e análise de dados. Em 2026, a IA será ainda mais integrada, com a utilização de People Analytics para obter insights acionáveis sobre os colaboradores. A era da gestão por intuição chegou ao fim.

A automatização de tarefas repetitivas, como a triagem de currículos ou a análise de feedbacks, permitirá que os profissionais de RH se concentrem em atividades mais estratégicas, como o desenvolvimento de talentos e a criação de programas de engajamento. 

Além disso, a análise preditiva pode ajudar as empresas a identificar possíveis saídas e a reduzir a rotatividade, ajustando as práticas de retenção antes mesmo de os colaboradores decidirem deixar a empresa.

É importante, no entanto, implementar essas ferramentas com responsabilidade, auditando algoritmos para mitigar vieses inconscientes e garantindo que a tecnologia amplifique, e não substitua o julgamento humano.

Confira o nosso artigo no blog, onde abordamos a integração da Inteligência Artificial no setor de RH.

Preparação para a nova força de trabalho: upskilling e reskilling

A automação e a inteligência artificial estão redefinindo o mercado de trabalho em ritmo acelerado. Em vez de eliminar funções, essas tecnologias estão transformando as exigências de cada cargo. As empresas que enxergarem a IA como ferramenta de crescimento, e não como ameaça, estarão à frente na formação de profissionais mais capacitados.

Nesse cenário, o upskilling (aperfeiçoamento de habilidades existentes) e o reskilling (aprendizado de novas competências) tornam-se essenciais para que as empresas se mantenham competitivas e os profissionais, relevantes. Organizações que investem em capacitação contínua conseguem reter talentos, aumentar a produtividade e reduzir os custos de contratação externa. Já os profissionais que se desenvolvem continuamente passam a atuar com mais autonomia, pensamento crítico e domínio de ferramentas tecnológicas.

A EY (Ernst & Young) reforça esse movimento em estudo sobre a Geração Z: 76% dos jovens afirmam já usar IA no trabalho ou na vida pessoal, e mais da metade pretende ampliar esse uso nos próximos anos. Esses dados evidenciam uma nova mentalidade: dominar a tecnologia é um caminho para crescer, e não um risco a ser evitado. Empresas que estimulam o aprendizado contínuo mitigam substituições e criam especialistas capazes de unir o melhor da tecnologia à inteligência humana.

Leia nosso artigo no blog sobre reskilling e upskilling, onde entramos em mais detalhes sobre o tema.

Saúde mental e ambiente humanizado como retenção de talentos

Em 2026, a atenção à saúde mental será um dos principais fatores de retenção de talentos, especialmente em um contexto em que profissionais priorizam qualidade de vida e recusam permanecer em ambientes corporativos tóxicos.

Organizações que oferecem apoio psicológico, programas de prevenção ao estresse e garantem a segurança psicológica de seus colaboradores, criando ambientes onde os funcionários se sintam seguros para compartilhar suas ideias e falhas, estarão mais preparadas para manter um clima organizacional positivo. 

A felicidade no trabalho tornou-se um fator estratégico. Segundo estudo da Universidade de Warwick, colaboradores motivados são três vezes mais criativos, elevam em 37% seu desempenho comercial e entregam resultados 12% superiores.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça essa perspectiva: para cada US$ 1 investido em programas de promoção de saúde mental, as empresas obtêm um retorno médio de US$ 4 em produtividade.

A adoção de políticas voltadas à saúde mental se tornou, portanto, uma estratégia essencial para aumentar a retenção, melhorar o engajamento e garantir a sustentabilidade do negócio.

Assista a este vídeo sobre a importância da promoção da saúde mental nas organizações.

Diversidade, equidade e inclusão

A pauta de DEI evolui de programas isolados para estratégia central de negócios. Segundo dados da revista Veja, 72% das empresas brasileiras já possuem áreas dedicadas à diversidade, mas o desafio agora é a implementação efetiva.

Segundo pesquisa da McKinsey, empresas com maior diversidade de gênero e raça têm 35% mais chances de superar suas concorrentes em termos de desempenho financeiro.

Em 2026, o foco será na implementação de políticas inclusivas que vão além de cotas e representações, incorporando práticas de equidade em todas as etapas do processo seletivo e nas promoções. As empresas devem estar atentas para eliminar vieses inconscientes e criar ambientes onde todos os colaboradores tenham iguais oportunidades de crescimento.

O futuro do trabalho é hibrido

Flexibilidade e novos modelos de trabalho

Nos últimos anos, especialmente com a pandemia, o trabalho híbrido e remoto ganhou força, mas uma mudança ainda mais profunda ocorreu: a priorização da vida pessoal. Enquanto, no passado, o trabalho era considerado o centro da vida adulta, agora observamos um movimento onde a vida pessoal ganha cada vez mais destaque. Para muitas pessoas, o trabalho passou a ser apenas um dos pilares, e não mais o principal, da sua jornada de vida.

Políticas claras de home office e horários flexíveis atrairão profissionais altamente qualificados. Equipes híbridas, compostas por humanos e agentes de IA, redefinirão funções e processos. Empresas que oferecem flexibilidade demonstram confiança e valorização do colaborador.

Com a flexibilidade sendo cada vez mais exigida, surge a necessidade de novos modelos organizacionais que vão além dos tradicionais.

  • Implementação de horários flexíveis baseados em entregas.
  • Estabelecimento de escritórios satélites estratégicos.
  • Desenvolvimento de políticas personalizadas por função e perfil.

Essa transformação está intimamente ligada ao conceito de work-life balance. Em vez de separar rigidamente as duas esferas, o que temos visto é uma integração mais harmoniosa entre elas, onde as demandas da vida pessoal são reconhecidas como igualmente importantes quanto às responsabilidades profissionais.

Leia nosso artigo do blog sobre o conceito de work-life balance.

Gestão comportamental avançada

A gestão comportamental avançada é um dos pilares mais importantes para a construção de equipes de alto desempenho. À medida que as organizações se tornam mais complexas e as necessidades de seus colaboradores se diversificam, é essencial que os líderes possuam uma compreensão aprofundada dos perfis comportamentais de seus times. 

Aplicações práticas:

  • Construção de equipes equilibradas e complementares: líderes que compreendem os diferentes perfis comportamentais são capazes de construir equipes mais equilibradas, reunindo pessoas com habilidades complementares. Uma equipe diversificada, no sentido de perfis comportamentais, pode trazer uma gama de perspectivas, solucionando problemas com maior criatividade e capacidade de adaptação.
  • Planos de desenvolvimento individualizados: em um mundo corporativo dinâmico, o desenvolvimento personalizado tornou-se uma prioridade. Os planos de desenvolvimento baseados no comportamento individual ajudam as organizações a oferecer treinamentos e experiências que são relevantes para o estilo de trabalho de cada colaborador.
  • Processos de promoção e contratação mais assertivos: quando os perfis comportamentais são analisados de forma estratégica, as promoções e contratações se tornam mais eficazes. O conhecimento dos comportamentos permite que os líderes identifiquem os colaboradores mais alinhados às necessidades da empresa. Além disso, ajuda a promover uma cultura interna de equidade, essencial para o engajamento.

Tecnologia e trabalho humanizado: o equilíbrio que sustenta o futuro

A expansão da Inteligência Artificial nas empresas trouxe à tona um movimento paralelo fascinante: quanto mais a tecnologia avança, maior é a busca por ambientes de trabalho que priorizem vínculos humanos, propósito e conexão. Essa tendência não é contraditória, mas sim complementar. 

Pesquisas indicam uma correlação clara entre o avanço tecnológico e a necessidade de ambientes de trabalho mais humanizados. Entre essas análises, o estudo “Aplicações e Desafios da Inteligência Artificial no Setor de Recursos Humanos” destaca como a IA vem redefinindo o papel do RH ao ampliar sua capacidade analítica e fortalecer decisões estratégicas. O levantamento mostrou que 60% das empresas que investiram em IA reduziram o tempo de contratação em até 40%, resultado da automação de triagens e do uso de análises preditivas. Os autores também destacaram pontos de atenção, como vieses algorítmicos e governança de dados, reforçando a importância de combinar tecnologia com responsabilidade, sensibilidade humana e critérios éticos na gestão de pessoas.

Ferramentas digitais como IA e automação têm um papel estratégico: reduzir tarefas repetitivas, otimizar processos e ampliar a capacidade analítica das áreas de RH. No entanto, essas ferramentas só geram impacto real quando combinadas com um olhar humano sensível. A análise de dados pode apontar tendências, mas é a interpretação humana que transforma essas informações em decisões éticas, empáticas e alinhadas aos valores da organização. Em 2026, o grande desafio das empresas será integrar IA, automação e análise de dados sem perder de vista a empatia, o propósito e outros elementos que constroem confiança e engajamento.

Segundo estudo da McKinsey & Company, as organizações já identificam ganhos concretos de produtividade e eficiência com a adoção de ferramentas de automação. Uma pesquisa mostrou que os colaboradores estão conseguindo otimizar seu tempo ao delegar tarefas automatizáveis às ferramentas de IA, realocando esse período poupado para atividades que demandam exclusivamente capacidades humanas. A mesma pesquisa diz que 78% das organizações já usam a IA em ao menos uma função.

Organizações que equilibram tecnologia e humanização criam ambientes mais estáveis, transparentes e preparados para mudanças. Esse equilíbrio será um dos principais diferenciais competitivos de uma gestão de pessoas moderna

O desafio está em integrar a tecnologia de forma ética e eficiente, sem perder o foco nas pessoas. Isso exige que as organizações se adaptem às novas realidades tecnológicas, enquanto mantêm valores fundamentais como a empatia, o propósito e o cuidado com a saúde mental.

Antecipando um futuro humano, tecnológico e responsável

O futuro do RH em 2026 será caracterizado pela convergência de tecnologia, empatia e dados. As empresas que se prepararem para esse novo cenário terão um diferencial competitivo, pois estarão criando culturas organizacionais mais colaborativas, inclusivas e sustentáveis.

Líderes de RH e empresas devem abraçar essas tendências, não como simples modismos, mas como uma forma de construir um futuro mais equilibrado, produtivo e inovador. A chave para o sucesso será integrar as tecnologias mais avançadas com a essência humana, criando ambientes de trabalho onde os colaboradores se sintam valorizados, motivados e engajados.

O futuro do trabalho já está aqui. As organizações que souberem alinhar suas estratégias de RH com as tendências de 2026 estarão preparadas para prosperar em um mercado cada vez mais dinâmico.

 

Posts relacionados
Setembro Amarelo 2025 – jovem em reflexão simboliza saúde mental e prevenção do suicídio.

Criada em 2015 no Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha de Setembro Amarelo busca conscientizar a sociedade sobre a prevenção do suicídio e incentivar a busca por ajuda. Durante este mês, monumentos públicos são iluminados com a cor amarela, simbolizando esperança e vida. Além disso, diversas ações são realizadas em todo o país, como palestras, rodas de conversa e campanhas digitais, para promover o diálogo sobre saúde mental e reduzir estigmas.

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio que ganhou visibilidade internacional ao longo dos anos. A escolha do mês de setembro está diretamente ligada ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro. A cor amarela foi adotada como símbolo da campanha porque representa luz, esperança e vida, elementos fundamentais para quem enfrenta dificuldades emocionais.

A campanha visa quebrar tabus, reduzir estigmas e estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda. Durante este mês, diversas ações são realizadas em todo o país, como palestras, rodas de conversa e iluminação de monumentos públicos com a cor amarela, simbolizando a luta pela vida.

Setembro Amarelo e o panorama da saúde mental no Brasil

A saúde mental no Brasil tem sido uma preocupação crescente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país apresenta uma taxa elevada de suicídios, com aproximadamente 14 mil casos por ano. Isso representa uma média de 38 mortes diárias, o que coloca o suicídio como uma das principais causas de morte no país.

Além disso, transtornos mentais como depressão e ansiedade têm se tornado cada vez mais comuns. A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais essa situação, levando a um aumento significativo nos casos. Estima-se que cerca de 5% da população brasileira sofra de depressão, com taxas mais elevadas entre mulheres (fonte). 

O impacto no mercado de trabalho e o papel das empresas

No ambiente de trabalho, gestores e colegas podem desempenhar um papel crucial ao observar mudanças sutis no comportamento de alguém. Uma pesquisa da Harvard Business Review revelou que colaboradores felizes são 31% mais produtivos e 300% mais inovadores. (fonte)

A saúde mental já é considerada uma pauta de negócios. Ambientes sobrecarregados, metas inalcançáveis, assédio ou ausência de políticas de apoio aumentam os riscos de burnout. Esse cenário afeta não só a vida do colaborador, mas também o desempenho da empresa.

De acordo com a OMS, cada real investido em programas de prevenção e tratamento de ansiedade e depressão retorna, em média, quatro reais em produtividade e redução de custos com saúde. Ou seja: cuidar das pessoas é também cuidar da sustentabilidade da organização.

O e-book “Saúde Mental: Responsabilidade, Ação e Liderança”, produzido pelo CIEE-RS, aprofunda esse tema, trazendo dados atualizados, boas práticas e um checklist de estratégias para líderes e RHs implementarem imediatamente.

Entre as ações mais eficazes destacam-se:

  • Programas de apoio psicológico, presenciais ou online.
  • Capacitação de líderes, para identificar sinais de sofrimento e agir de forma empática.
  • Políticas de desconexão, que respeitem horários e garanta descanso.
  • Ambientes de trabalho saudáveis, com equilíbrio entre demandas e pausas.
  • Campanhas contínuas de conscientização, reduzindo estigmas e incentivando o diálogo.

A importância de se ter saúde mental nas pautas das lideranças | Botao Amarelo

Sinais de alerta: como identificar o sofrimento psíquico

É fundamental estar atento aos sinais que podem indicar sofrimento psíquico em alguém próximo. Para gestores e RHs, reconhecer sinais precoces pode salvar vidas e evitar crises organizacionais. Entre os principais sinais estão:

  • Mudanças comportamentais: isolamento social, alterações no sono e apetite, perda de interesse em atividades antes prazerosas.
  • Declínio no desempenho: queda no rendimento escolar ou profissional, dificuldade de concentração.
  • Declarações preocupantes: frases como “preferia estar morto” ou “a vida não faz mais sentido”.
  • Comportamentos autodestrutivos: automutilação, abuso de substâncias ou tentativas de suicídio.

Burnout: inimigo silencioso

O burnout é reconhecido pela OMS como um distúrbio ligado ao trabalho. Se não tratado, pode evoluir para quadros mais graves de depressão. Caracterizado por exaustão extrema, falta de energia e sensação de ineficácia, é um dos maiores desafios no ambiente corporativo. Para empresas e lideranças, compreender e prevenir esse quadro é essencial para manter equipes engajadas e produtivas. Reconhecer sobrecarga de trabalho, promover pausas regulares e oferecer escuta ativa são passos fundamentais para evitar que o problema se instale.

Fatores que afetam a saúde mental

Diversos fatores podem influenciar a saúde mental de um indivíduo. Entre os principais estão:

  • Transtornos psiquiátricos: condições como depressão, ansiedade e transtorno bipolar são frequentemente associadas ao suicídio.
  • Condições sociais e econômicas: desemprego, violência, pobreza e desigualdade social aumentam significativamente o risco de sofrimento psíquico. No ambiente corporativo, a instabilidade financeira e a insegurança no emprego podem levar ao esgotamento emocional e ao burnout.
  • Isolamento social: A falta de apoio social e o distanciamento de familiares e amigos podem contribuir para o agravamento de problemas mentais. No trabalho, isso pode se manifestar como isolamento dentro da equipe ou dificuldade de se conectar com colegas.
  • Uso excessivo de mídias sociais: comparações constantes e busca por validação online têm sido relacionadas ao aumento de sintomas de ansiedade e depressão, especialmente entre jovens.

E como as empresas podem agir? Acompanhar de perto os colaboradores, criar canais de escuta, investir em treinamentos de liderança e manter políticas claras de bem-estar são medidas eficazes.

Gostou dessas dicas? Acesse o nosso e-book “Saúde Mental: Responsabilidade, Ação e Liderança” e tenha acesso a mais informações, dados atualizados e estratégias práticas para fortalecer a cultura de cuidado na sua organização.

A importância de se ter saúde mental nas pautas das lideranças | Botao Amarelo

Juntos pela vida

O Setembro Amarelo é mais do que uma campanha: é um chamado à ação. Para empresas, lideranças e equipes de RH, a pauta da saúde mental deve estar integrada à estratégia organizacional, indo além de iniciativas pontuais.

No ambiente de trabalho, a saúde mental deve ser priorizada como parte da estratégia organizacional. Empresas que investem nesses programas colhem benefícios tangíveis, como maior produtividade, menor rotatividade e melhores resultados financeiros.

Lembre-se: se você ou alguém que você conhece está passando por dificuldades, não hesite em buscar ajuda. A vida importa, e juntos podemos construir uma sociedade mais acolhedora e solidária. O CIEE-RS está comprometido com essa missão, oferecendo suporte e recursos para jovens e empresas que buscam promover a saúde mental e o bem-estar no ambiente de trabalho.

Quer se aprofundar ainda mais? Além do e-book, confira também o artigo “Saúde Mental no Ambiente Corporativo: Um Guia Completo para Líderes”, disponível em nosso blog.

Posts relacionados
Saúde mental no trabalho: descubra como promover o bem-estar dos colaboradores e aumentar a produtividade da sua empresa. Saiba como líderes e RH podem criar um ambiente de trabalho mais saudável e feliz.

A saúde mental no ambiente de trabalho já foi considerado um assunto tabu, mas hoje se tornou uma questão central nas discussões sobre bem-estar e produtividade. A pressão por resultados, competitividade acirrada e as mudanças constantes no mercado de trabalho têm deixado marcas significativas na saúde mental dos colaboradores, transtornos relacionados a saúde mental são a terceira maior causa de afastamentos do trabalho no Brasil, segundo a Justiça do Trabalho.

Com esse panorama, o papel de lideranças, gestores e departamentos de RH é de criar e promover espaços de cuidado para seus colaboradores, incentivando culturas que fomentem a troca e o acolhimento. Garantindo que o ambiente de trabalho também seja um ambiente seguro e confortável para todos.

Este texto vai mostrar como você, líder, pode entender melhor a importância da saúde mental no ambiente corporativo e a aprender técnicas para acolher os colaboradores da sua equipe. Vamos abordar o que é saúde mental no ambiente corporativo, os problemas que os colaboradores podem estar enfrentando, as barreiras para abordar a saúde mental nas empresas e como criar ambientes de acolhimento. Confira:


Saúde Mental no Trabalho

A saúde mental é uma série de aspectos psíquicos que, quando estão em harmonia, promovem o estado de bem-estar, no qual uma pessoa consegue realizar suas atividades, lidar com adversidades, manejar as diferentes esferas da vida e contribuir com o seu entorno.

No ambiente de trabalho, a saúde mental aparece de diversas maneiras, como a capacidade de lidar com desafios, frustrações, as habilidades interpessoais, estabelecendo relacionamentos saudáveis com colegas e superiores.

Quando uma pessoa está passando por um momento de dificuldade, pressão ou insegurança, esses aspectos tendem a trazer transtornos que, prejudicam a vida dela. O ambiente de trabalho também pode ser um local que alimenta essas dificuldades, nesse caso é importante que a gestão e o RH estejam atentos para auxiliar seus colaboradores:

Fatores de risco:

  • Carga de trabalho excessiva: Horas extras, prazos apertados e multitarefas.
  • Falta de autonomia: Sentimento de não ter controle sobre o próprio trabalho.
  • Conflitos interpessoais: Relacionamentos tóxicos com colegas e superiores.
  • Assédio moral: Comportamentos abusivos que visam humilhar ou intimidar.
  • Insegurança no emprego: Medo de perder o emprego ou de não conseguir se adaptar às mudanças.

Transtornos mentais comuns no ambiente de trabalho:

  • Ansiedade: Caracterizada por preocupação excessiva, tensão muscular, dificuldade de concentração e alterações no sono.
  • Depressão: Sentimentos persistentes de tristeza, perda de interesse em atividades, fadiga e alterações no apetite.
  • Burnout: Síndrome caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e redução da realização profissional. O burnout afeta cerca de 30% da população de trabalhadores no Brasil, de acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho.
  • Transtorno bipolar: Oscilações extremas de humor, passando por períodos de euforia e depressão.

Consequências dos transtornos mentais:

Quando o planejamento estratégico do RH não considera o bem-estar mental dos seus colaboradores, é provável que as pessoas da empresa desenvolvam transtornos e tenham problemas. No Brasil, cerca de 70% dos trabalhadores relatam se sentirem estressados no trabalho, devido a pressão, competitividade ou outras situações desgastantes no trabalho.

Colaboradores afetados por transtornos mentais tendem a faltar mais, tem diminuição na produtividade e tem dificuldade nas relações interpessoais, prejudicando o clima organizacional e afetando a empresa. O clima negativo no trabalho também pode ser um fator para aumento de turnover e perda de talentos.

A Cultura Organizacional e a Saúde Mental

Investir em uma cultura organizacional que preze pelo cuidado e acolhimento dos seus colaboradores ajuda a criar um ambiente saudável e positivo. A cultura influencia profundamente a saúde mental dos colaboradores, então é importante que o RH considere alguns pilares-chave para melhorar a saúde mental dos colaboradores:

Pilares de uma cultura organizacional saudável:

  • Respeito: Valorização da diversidade, equidade e inclusão.
  • Confiança: Estabelecimento de relações baseadas na confiança mútua.
  • Reconhecimento: Valorização das contribuições individuais e coletivas.
  • Trabalho em equipe: Colaboração e apoio mútuo.
  • Feedback construtivo: Comunicação aberta e honesta sobre o desempenho.
  • Desenvolvimento profissional: Oportunidades de crescimento e aprendizado contínuo.

O Papel da Liderança

Líderes têm um papel muito importante na promoção da saúde mental no trabalho. A liderança é responsável pela criação e manutenção de um ambiente de trabalho positivo, onde os colaboradores se sintam valorizados e respeitados, além de ter uma escuta ativa e olhar atento para identificar problemas com sua equipe. Líderes empáticos, autênticos e inspiradores podem fazer a diferença na vida de seus colaboradores.

Como um líder pode identificar sinais de problemas de saúde mental:

  • Fique atento a mudanças de comportamento, isolamento social, irritabilidade, apatia ou dificuldade de concentração podem ser um sinal de que algum problema pode estar acontecendo.
  • As alterações desempenho dos seus colaboradores também são sinais a se notar, observe se alguém da sua equipe teve redução na produtividade, aumento de erros ou dificuldade em cumprir prazos.
  • Doenças mentais normalmente acompanham problemas físicos como insônia, dores de cabeça ou problemas gastrointestinais.

Autocuidado:

Para ter a habilidade de acolher e cuidar dos outros, é importante primeiro estar bem consigo mesmo, se você pretende ocupar esse local de ser a pessoa acolhedora, buque apoio e cuide da sua própria saúde mental. Procure acompanhamento terapêutico, pratique meditação, faça exercícios físicos regularmente e preze por uma alimentação saudável, essas ações são essenciais para manter o equilíbrio emocional e servir de exemplo para seus colaboradores.

O Papel do RH

Juntamente das lideranças, o setor de RH é responsável pelo apoio aos colaboradores, criando ações de cuidado, escuta e conscientização. Ao implementar políticas e programas específicos, o RH pode criar um ambiente de trabalho mais saudável e humanizado.

Como o RH pode promover a saúde mental no ambiente de trabalho:

  • Entenda o panorama da sua empresa:
    • Realizar pesquisas e entrevistas para identificar os principais desafios e necessidades dos colaboradores em relação à saúde mental.
    • Analisar os dados de absenteísmo, turnover e indicadores de clima organizacional para identificar padrões e tendências.
  • Crie políticas e programas de conscientização:
    • Política de saúde mental: Elaborar uma política clara e abrangente que defina os princípios e diretrizes da empresa em relação à saúde mental.
    • Programas de bem-estar: Oferecer programas como yoga, meditação, mindfulness, palestras sobre saúde mental e atividades físicas.
    • Flexibilidade: Implementar políticas de trabalho flexível, como horários flexíveis, trabalho remoto e banco de horas.
    • Reconhecimento: Criar programas de reconhecimento que valorizem as contribuições individuais e coletivas.
    • Criação de uma rede de apoio: Oferecer grupos de apoio, mentoria e programas de apoio emocional.
    • Prevenção e intervenção em crises: Implementar políticas de saúde mental, programas de assistência e linhas de apoio.
  • Estabeleça uma comunicação clara e assertiva:
    • Campanhas de conscientização: Realizar campanhas de conscientização sobre a importância da saúde mental e os recursos disponíveis na empresa.
    • Treinamento de gestores: Oferecer treinamentos para gestores sobre como identificar sinais de problemas de saúde mental em seus colaboradores e como oferecer apoio.
    • Comunicação interna: Utilizar diversos canais de comunicação para informar os colaboradores sobre as iniciativas da empresa em relação à saúde mental.
  • Procure parcerias com profissionais da saúde:
    • Contratar profissionais: Contratar psicólogos e outros profissionais da saúde para oferecer atendimento aos colaboradores.
    • Estabelecer parcerias: Estabelecer parcerias com clínicas e hospitais para oferecer serviços de saúde mental aos colaboradores.
  • Avalie e acompanhe as ações:
    • Avaliar a eficácia das ações: Realizar avaliações periódicas para medir o impacto das iniciativas implementadas.
    • Ajustar as estratégias: Ajustar as estratégias de acordo com os resultados obtidos.

Ao investir em saúde mental, as empresas não apenas melhoram a qualidade de vida de seus colaboradores, mas também aumentam a produtividade, reduzem o absenteísmo e o turnover, e fortalecem a sua marca empregadora.

Saúde Mental é Investimento

A saúde mental no ambiente de trabalho é um tema complexo e multifacetado, mas muito recompensador, além.

Ao investir em programas de promoção da saúde mental, as empresas podem criar um ambiente de trabalho mais saudável, produtivo e engajador. Líderes, colaboradores e empresas como um todo saem ganhando com essa mudança de cultura.

É fundamental que as empresas entendam que a saúde mental não é um custo, mas sim um investimento. Ao cuidar da saúde mental de seus colaboradores, as empresas estão investindo em seu maior ativo: as pessoas.

Buscando auxiliar líderes a entender e acolher seus colaboradores, lançamos um talk sobre saúde mental no ambiente corporativo, nele os mediadores Leonardo Salati e Michele Lohmann tiram as principais dúvidas sobre como as lideranças podem apoiar seus colaboradores em momentos de crise. O talk está disponível no banner abaixo. Confira!

No talk sobre saúde mental, vamos responder os principais questionamentos de líderes ​para manter a motivação dos colaboradores em momentos de crise.
Posts relacionados